É curioso pensar que, por trás desse rosto delicado e angelical, existe uma mulher que já mergulhou nos universos mais intensos da música pesada — produzindo cenas de heavy metal, black metal e apoiando, com paixão genuína, bandas autorais e artistas independentes. Sempre guiada pela sensibilidade e pela força criativa, transformou a arte em linguagem e propósito.
Ao longo do caminho, expandiu sua trajetória para diferentes áreas do conhecimento humano: tornou-se nutricionista, coach e master em PNL (Programação Neurolinguística), unindo técnica, escuta e percepção para compreender pessoas de forma profunda. se aprofundou mais em algo que sempre foi sua paixão, a neurociência. e assim se tornando também, especialista em Neurociência mais especificamente Neuroestética, e a nossa, parte cerebral que estuda caminhos para a beleza, arte, música…e etc
e como isso funciona em nossa vida.
Hoje, segue seu percurso como curadora de arte, conectando estética, conceito e emoção com olhar apurado e sensível.
Mas sua essência nunca coube em um único universo. Entre telas, desenhos, fotografia e expressão estética, também pinta, desenha e realiza trabalhos como modelo fotográfica, sempre carregando presença, autenticidade e personalidade em cada imagem.
Multifacetada, criativa e movida pela paixão pela vida, ela transforma tudo o que toca em extensão da sua própria sensibilidade. Arte, musicalidade, charme e beleza caminham juntos em sua trajetória — não apenas como elementos estéticos, mas como forma de existir no mundo, criando conexões verdadeiras e deixando luz por onde passa.
1) Você iniciou sua trajetória produzindo bandas autorais dentro de vertentes intensas do heavy e black metal. Como essa vivência no underground musical moldou sua visão artística e sua forma de enxergar autenticidade?
Essa vivência no underground do Heavy e Black Metal foi um momento visceral de produção que fiz, de forma totalmente autodidata. foi um verdadeiro divisor de águas. Ela abriu um novo capítulo e expandiu minhas possibilidades para tudo o que veio depois…
Embora eu já trouxesse a sensibilidade artística de berço, pelo meu pai que é músico, arquiteto, foi professor de Arte e artista plástico, foi na intensidade do underground que moldei minha visão de mundo. Produzir bandas autorais nessas vertentes me ensinou que autenticidade é sobre vida e verdade sem filtros, Ser por ser. Foi esse aprendizado que consolidou meu olhar estético e meu compromisso inegociável com a essência de qualquer coisa que faço hoje.
2) Como coach e master em PNL, você trabalha diretamente com comportamento, emoção e desenvolvimento humano. O que mais te fascina na mente humana e nas transformações que ela é capaz de viver?
O que mais me fascina é a capacidade que as pessoas têm de se reinventar. Muitas vezes alguém acredita estar preso a uma história, a uma limitação ou a um padrão, mas a mente humana possui uma incrível capacidade de adaptação e mudança. Ver alguém expandir sua consciência, superar bloqueios e descobrir novas possibilidades para si mesmo é algo que considero verdadeiramente inspirador.
3) Hoje, atuando como curadora de arte, o que mais desperta seu olhar em uma obra ou em um artista? Existe algo invisível que você sente antes mesmo da técnica?
Sem dúvida. A técnica é importante, mas o que mais me chama atenção é a verdade presente na obra. Existe uma energia, uma intenção e uma autenticidade que muitas vezes são percebidas antes mesmo de qualquer análise racional. Gosto de artistas que conseguem transmitir algo genuíno, que criam a partir de uma necessidade real de expressão e não apenas da busca por resultados estéticos.
4) A pintura e o desenho também fazem parte da sua expressão pessoal. O que a arte visual te permite dizer que talvez as palavras nunca consigam alcançar?
A arte visual acessa espaços muito subjetivos. Existem emoções, memórias, sensações e percepções que nem sempre podem ser traduzidas em palavras. A pintura e o desenho me permitem expressar estados internos de forma livre, intuitiva e simbólica, criando uma comunicação que acontece muito mais pela sensibilidade do que pela linguagem verbal.
5) Além de todos esses universos, você também realiza trabalhos como modelo fotográfica. Como você enxerga a fotografia: apenas estética ou também uma forma de narrativa e identidade?
Vejo a fotografia como uma forma de narrativa. Uma imagem pode contar histórias, transmitir emoções, registrar momentos e revelar aspectos da identidade de uma pessoa. A estética é importante, mas acredito que uma fotografia se torna realmente interessante quando ela consegue comunicar algo além da aparência, criando conexão e significado.
6) Sua trajetória reúne música, arte, comportamento, estética e criatividade de maneira muito singular. Quando olha para tudo o que construiu até aqui, qual essência acredita que conecta todas as versões de você mesma?
Acredito que a essência conecta tudo isso é a busca pela expressão humana. Em cada área em que atuei, sempre existiu o desejo de compreender as pessoas, despertar consciência, provocar reflexão e criar beleza com significado. Independentemente da linguagem utilizada, seja música, arte, comportamento ou imagem, o propósito sempre foi o mesmo: transformar experiências em formas de conexão.
Fotógrafo e Historiador